MÁSCARAS
Estamos no mês de março, dia 03 mais precisamente. Época de festa. De fingir que não temos problemas.
Não para mim, claro, aquela que luta para permanecer consciente frente à depressão. Mas para o povo em geral... afinal o ano só inicia depois do Carnaval.
Uma festa europeia/africana que acabou, com o passar do tempo, se instalando aqui.
Há 10 anos, não sei o que é comemorar isso. E quer saber? Não me faz falta alguma. Na verdade, eu nunca soube. Íamos no embalo. Viajávamos para a praia, saíamos à noite, não pela festa em si, mas pelo jargão "todo mundo vai"!
Não usávamos fantasia, afinal não íamos a clubes. Mas
curiosamente na vida utilizamos MÁSCARAS diariamente. Sem dúvida, é um acessório muito utilizado por grande parte da humanidade.
Usamos no trabalho, na escola, na roda de amigos, nas reuniões de família, na igreja. Há uma necessidade de usá-las, afinal não podemos falar tudo o que pensamos, expor nossa opinião em qualquer momento, demonstrar através das nossas feições ou gestos o nosso descontentamento. Temos a necessidade de trocá-las quando o momento pede isso. Em frente ao chefe ou professor; em frente àquela pessoa desfavorecida de simpatia; em frente ao gerente do banco, no nomento do pedido de um empréstimo; quando presenciamos uma injustiça e nada podemos fazer; quando necessitamos do favor de alguém; quando sofremos perseguições, seja no trabalho ou em nossa família.
Sem dúvida, é algo cansativo. Conforme o tamanho do problemas que enfrentamos, elas caem. É inevitável. O importante é seguirmos em frente, tentando deixar as nossas máscaras de lado, procurando sermos os mais verdadeiros possíveis e vivermos a vida como se fosse o último dia!
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